As Tontas Vão ao Céu

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Curso de História da Família - Ala Santa Tereza (1ª Turma de 2013)

Galerinha,
Vou compartilhar com vocês as coisas que fiz para a primeira turma do Curso de História da Família de minha ala. Não foi nada muito bem elaborado, até porque perdemos muito tempo com um certo rodizio que aconteceu, a falta de materiais e de conhecimento nosso (consultoras).
Mas acredito que as poucas ideias que compartilharei aqui, de alguma forma podem ajudar vocês, até porque algum tempo atrás recebi alguns e-mail pedindo ideias e ajuda quando a esse trabalho.
Vou compartilhar com vocês, primeiramente os manuais que estudei para conhecer melhor o trabalho de História Pessoal e História Familiar.
Vocês devem estar se perguntando, porque História Pessoal... eu acredito que não teremos um grande desejo de conhecermos nossa História Familiar se não conhecermos a nos mesmos e vermos o quanto é fácil achar informações em lugares e coisas simples que temos a nossa volta. Vocês entenderam melhor como introduzi isso durante o curso, conforme verem as aulas.
Segue a lista de manuais e os capítulos estudados:


Princípios do Evangelho
Capítulo 40 - O Trabalho do Templo e da História da Família

Estudei esse manual, porque nossa primeira turma foi feita de casais recém-casados que não passaram pelo templo ainda, então temos que dar uma breve explicação do que é o templo e falar com eles de forma fácil e clara sobre o trabalho de História da Família.

Sacerdócio Aarônico - Manual 1
Lição 17 - Diários Pessoais

Nesse ano esse manual deixou de ser usado pela Organização dos Rapazes, mas ele tem uma aula maravilhosa que pode ser introduzida no curso se o desejo de incentivar os membros a terem seus diários pessoais.
Moças - Manual 1
Lição 19 - Registros Pessoais

Nesse ano esse manual deixou de ser usado pela Organização das Moças, mas ele tem uma aula maravilhosa que pode ser introduzida no curso se o desejo de incentivar os membros a fazerem sua própria história.

Moças - Manual 2
Lição 16 - Diários
Lição - 17 - Manter Registros da História da Família

Nesse ano esse manual deixou de ser usado pela Organização das Moças, mas ele tem essas duas aulas super bacanas. O de diários é muito legal porque diz o que pode conter no seu diário e na importância que ele tem em nossa vida e terá para nossos decendentes.
Lembro que quando eu era conselheira na Organização das Moças de minha ala, para uma dessas aulas eu peguei um quadro branco bem grande que tinha em minha capela, dividi em dois com uma fita crepe. De um lado estava escrito "História Familiar", daí colei diversas fotos da minha família e parentes e do outro lado estava escrito "História Pessoal", nesse lado coloquei fotos que havia tirado com amigos da escola, colegas de trabalhos (sempre gostei de tirar fotos com as pessoas que trabalhava), cursos que participei, com meu irmão e mãe (pois meu pai faleceu), com o marido, passeios, e assim por diante.
As moças ficaram encantadas e se sentiram muito mais motivadas a ter um díario, tirar mais fotos e juntar informações dos membros de sua familia.

Ensinamentos dos Presidentes da Igreja - George Albert Smith
Capítulo 08 - As Bênçãos do Templo para Nós e para Nossos Antepassados

Ensinamentos dos Presidentes da Igreja - Wilford Woodruff
Capítulo 13 - Diário: De Maior Valor do que o Ouro
Capítulo 17 - A Obra do Templo: Voltar o Coração para a Família e para o Senhor
Capítulo 18 - A Obra do Templo: Tornar-nos Salvadores no Monte Sião

Ensinamentos dos Presidentes da Igreja - Joseph F. Smith
Capítulo 46 - Redimir Nossos Mortos pelo Trabalho do Templo

Ensinamentos dos Presidentes da Igreja - Heber J. Grant
Capítulo 06 - Unir a Família por meio do Trabalho do Templo e de História da Família

Manual Básico da Mulher SUD - Parte B
Capítulo 19 - História Pessoal e Familiar

Nesse manuais que indiquei, escrevi apenas os capítulos ou lições que li. Mas tem outros que possam lhes interessar, basta dar uma olhada no índice.
Os manuais base que usamos para o curso, são os que dão toda a base de lições:

Guia do Membro/Professor para o Trabalho do Templo e da História da Família

        

Esse curso é feito de 8 aulas, mas nós demos uma a mais com a parte de introdução. Junto com o manual do professor (verde) vem um DVD com os vídeos que são citados em cada lição. Mas é possível também comprar o DVD separado e ser entregue para os alunos.

Voltar o Coração: Guia do Líder para o Trabalho do Templo e da História da Igreja

   
Esse manual também ajuda muito com o curso. Ele contem um DVD com vídeos que podem ser usadas nas aulas. Ele é um manual para outro curso e para estudo pessoal, mas completa de forma perfeita o Curso de História da Família.

Introdução História da Família - Manual do Professor - Religião 261

Esse é um manual de um curso do Instituto, mas pode dar alguma base de estudo.

Lembrando que a maioria desse manuais que estudei e que compartilhei com vocês, podem ser comprados nas lojinhas dos Templos e podem ser comprados ou baixados no site de vendas da Igreja (store.LDS.org).
Bom, agora vou compartilhar com vocês o que haviamos planejado para todas as aulas do curso. Digo haviamos porque tivemos problemas com a chegada me materiais, então teve algumas coisas que tivemos de entregar em aulas seguintes ou não entregamos.
Lembrando que essas ideias, são baseadas nas aulas do Guia do Membro/Aluno para o Trabalho do Templo e da História da Família.


Nós montamos uma lista como já disse, de recém-casados que não passaram pelo templo e entregamos para o bispado para verem se estava aprovada. Depois da permissão, montamos os convites. Embaixo da palavra "Family" coloquei o nome da família (casal) que estava sendo convidado para o curso.
Para nossa primeira turma, escolhemos 6 casais, 3 das irmãs tem chamados na Primária, então o bispado conversou com a presidência da Primária sobre a possibilidade de liberar as irmãs durante o horário do curso.
Entregamos os convites duas semanas antes do curso e explicamos para as irmãs que tem chamados na Primária que o bispado já havia conversado com a presidência e que elas só precisavam relembra-las.
Na semana de inicio do curso, mandei um lembrete para os casais pelo Facebook (todos eles tem acesso e perfil).
Bom, nós escolhemos apenas 7 casais por conta do tamanho da sala onde teriamos que dar as aulas e sabiamos que algum casal desistiria de participar, pois esse tema de "Pesquisar Sobre Genealogia" deixa a turma com um certo medo.rsrsrsrs
No dia do curso, um casal não apareceu dizendo que não havia lembrado. Esse mesmo casal foi viajar na semana seguinte, então achamos melhor eles participarem da próxima turma. Outro casal, passou a não ir mais para a capela (eles estavam um pouco fracos e achamos que o curso ajudaria eles a terem o desejo de se prepararem para o Templo). Uma irmã por três aulas seguidas nos falou que estava indo para a sala e não foi, o marido dela fez o curso todo sozinho (foi o nosso aluno mais dedicado). Um casal estava viajando quando deixamos o convite em sua casa, ainda assim, não fizeram questão de aparecer em nenhuma aula, quando perguntamos o motivo depois do curso, a irmã nos respondeu que um parente dela já fazia a História da Família e que ela não achava que era necessário fazer isso e também não tinha vontade. Um outro casal apareceu em apenas duas aulas e depois não foram mais, mandei diversas mensagens pelo Facebook perguntando se estavam com alguma dificuldade em relação ao curso ou se não estavam se sentindo a vontade, não obtive qualquer retorno, mesmo depois de tentar falar com eles pessoalmente, quando me viam indo em direção a eles, rapidamente sumiam.rsrsrsrs
A moral é que o nosso curso ficou com apenas 2 casais e um irmão. Mesmo assim, foi muito bom o nosso aprendizado e o retorno por parte deles.
As duas primeiras aulas fizemos de forma simples em uma salinha que parecia um ovo.rsrsrs No dia que pedi para levarem os notbooks para fazerem seus cadastros no Family Search, fiquei um pouco repreensiva, pois alguns dos alunos tem habilidade com computador e sei que não seria nada estranho, porém, para outros, seria algo novo, então pensei em fazer uma sala que trouxesse o Espirito de forma mais intensa para a classe e que eles também se sentissem tão a vontade que não se encomodoriam com a questão do computador.
Também pensei em algo que fizesse os que tinham mais habilidade, se sentirem mais animados ainda em trabalhar com a História da Família e a estarem no curso. Por conta da ocilação de frequência, queria que eles mesmos tivessem o desejo de estar ali.
A ideia que tive, foi de irmos para o palco (era o único lugar que havia sobrado para dar aula) e montar duas mesas com as cadeiras para eles se sentarem.
Já estou adiantando esse assunto, para que vocês possam ver a ideia de decoração que fiz para a sala. Pois passei a levar uns "tira gosto" pra eles. Olhem as coisas que comprei e montei:

Em um pote eu colocava algo salgado (normalmente biscoito de pouvilho) no outro pote eu colocava algo doce (bolinhos recheados, suspiro, bolacha). Na nossa turma, a única pessoa diabética era a outra consultora, e em uma conversa com ela, concordou em eu levar doces para os demais alunos.




Eu enrolei canetas com fita de cetim branca e coloquei em um copo para eles usarem quando quisessem fazer alguma anotação.

Toda semana eu levo suco para eles, normalmente levo suco diet por conta da outra consultora.

Nesse pote eu coloquei alguns docinhos, tipo balas, cocadinha, doce de amendoim.

Essa caixinha estava na casa da minha mãe, então fiz essa árvore com papel seda e passei contact por cima. Usei ela para colocar alguns papéis que entreguei para eles.

Nesses potes eu colocava algum tipo de fruta, maça ou banana. 

Peguei os hinários de casa, passei contact branco, depois colei esse desenho das árvores e para finalizar, coloquei aquelas capas de plástico que vende na lojinha do templo, afim de não sujar o contact.


Esse foi o desenho que colei na capa do hinário, caso queiram baixar já no tamanho para colar no hinário, é só clicar aqui.

Também comprei uma toalha de seda branca. Por que tudo branco? Para se sentirem como se estivessem no templo. Vi que depois que

Introdução


Fui eu quem dei a aula de introdução e nele entreguei um manual por casal e pedi que lessem para a semana seguinte a lição 01 em casal e lhes expliquei que era para que fortalecessem seu casamento e pudessem aprender juntos sobre a História da Família. Também pedi que fizessem as anotassem as dúvidas que tivessem ou suguestões que pudessem ser compartilhadas durante esse aula.
Como uma segunda parte da aula, mostrei uma caixa de sapato e perguntei se sabiam o que era tão importante na História Pessoal e da Família que poderia caber em uma caixa.


Depois de algumas respostas, tirei de dentro da caixa alguns dos meus diários. Não sei explicar, mas antes mesmo de ser membro sempre gostei de ter diários, alguns deles minha mãe jogou foram logo quando me casei, então só tenho alguns, mas já serviu para eles terem ideia de que isso fazia parte da minha e de diversas formas.
Aproveitei para dizer que podemos fazer nosso diário de diversas formas: em uma agenda, caderno, fichário (com páginas numeradas para não perder), aúdio (conheci um irmão que todos os dias ele gravava as coisas que haviam sido importantes para ele, e uma vez por semana ele ouvia e registrada parte dos acontecimentos em um caderno), arquivos em computador (tipo Word) ou digital (desde 2012 tenho um blog no qual o acesso é restrito e faço meu diário nele).
O importante é fazermos o díário de forma que possa ser algo que nos familiarizamos e que tenha um fácil acesso, pois cada pessoa prefere um método diferente, além das suas necessidades. Pois algumas tem grande facilidade de escreverem todos os dias e outras, uma vez por semana.
Antes da minha filha nascer, eu escrevia todos os dias, quando ela nasceu, era uma criança muito chorona e não conseguia fazer nada, então tive a ideia de fazer digital, pois durante a noite enquanto fazia os arquivos para o meu chamado, podia ir digitando e acrescentando as fotos, a dinâmica foi muito maior e passei a escrever pelo menos uma vez por semana.
Agora já consigo digitar todos os dias, pois aproveito enquanto estou salvando algum arquivo, compartilhando alguma foto e tudo isso quando minha filha não está em casa ou está dormindo. Então dá para termos um diário, basta sabermos qual o método que iremos nos adaptar melhor.


Como já devem ter percebido, a minha paixão é "História Pessoal" e posso dizer pra vocês que tenho muitas coisas para mostrar em relação a esse assunto.rsrsrsrs
Perguntei para os alunos, quais deles tinham um diário, apenas uma irmã disse ter um, mas que estava um pouquinho esquecido (mais tarde vou contar sobre algumas coisas dessa irmã). Então entreguei um caderno de brochura pequeno de capa dura para cada membro do curso e dei o desafio de trazerem na próxima aula o diário encapado da forma como quisessem e escrevessem as seguintes informações no diário:
  • Nome completo
  • Data de nascimento, local
  • Algo sobre a infância
  • Como conheceu o conjugê
  • Idade atual
  • Algo sobre o local que mora atualmente (casa, rua, bairro, pessoas que moram na casa)
Disse que poderiam colar fotos ou alguma outra coisa que fosse dentro desse contexto. Eles acharam uma meta difícil, mas se comprometeram.rsrsrsrs
Expliquei que não adianta pesquisarmos sobre nossos antepassados e querer conhece-los, mas não pensarmos no que estamos deixando para nossos decendentes. Como todos que estavam no curso eram conversos (que variava de 8 anos à 3 meses) tive que explicar o que era um diário, qual o objetivo e o quanto era importante que cada um deles tivesse o seu diário e que ele fosse um diário ativo (onde sempre escrevessem as coisas que foram e que são importantes para eles).

Capítulo 01 - O Propósito do Trabalho do Templo e da História da Família


Apesar de eu ter o meu diário, também fiz um para cumprir com as mesmas metas que dei para eles. Preparei o meu e mostrei para eles na abertura da aula. E falei rapidamente sobre a meta seguinte: escrever no diário sobre os locais que trabalhou, funções que exerceram e profissão atual. Em relação a profissão atual, teriam que dizer como é a rotina, o que gostam do trabalham e se não gostam, o que estavam fazendo para mudar de profissão.
Da turma, uma irmã não trabalha fora, ela fica em casa com o filho, então pedi para ela escrever no lugar da profissão atual, algo sobre o seu dia a dia no lar, como se sente sendo mãe e tendo o provilégio de ficar em casa e ser responsável direta pela educação de seu filho. O quanto ela acredito que isso fará diferença na vida dele.
Por que dei essa meta para ela? Quando ficamos em casa com nossos filhos, muitas vezes achamos que não estamos fazendo nada de útil ou que não tem nada de interessante em nossa rotina. Mas o que fazemos é algo grandioso, basta termos a visão disso e alguém que sempre nos lembre.
Depois da abertura, passei o tempo de aula para a outra consultora, Nadja Santos. Nessa aula seria entregue para casa casal uma gravura do Templo de São Paulo e o poster "A Família: Proclamação Ao Mundo". Ambos para colocarem na sala de estar de casa e sempre se lembrarem do que devem fazer por si mesmos, família, antepassados e decendentes.
No final, pedi que na aula seguinte, eles levassem seus notbooks porque fariam seus cadastros no site do Family Search. E quem soubesse o seu número de membro também era para levar escrito.

Capítulo 02 - Como Começar

Comecei a aula fazendo uma pequena dinâmica com eles. Coloquei na mesa vários palitos de sorvete com pedaços de fotos. Como um grupo eles deveriam tentar descobrir como montar, o primeiro casal que descobrisse o que era, deveria passar a trabalhar juntos no seu projeto.
Uma das irmãs rapidamente descobriu que eram fotos dos casais do curso, falou para os demais e cada casal passou a trabalhar na sua própria foto. Demorou um pouco para eles saberem o que era, porque peguei as fotos no Facebook deles, apenas uma foto que foi de fotos que eu tinha de uma atividade da ala.
Depois que eles montaram, eu dei a seguinte explicação: "cada membro de nossa família e um desses palitos, sozinho ele não é nada, mas quando se junto com os demais em um único propósito, torna-se uma família que pode ser eterna por meio de um trabalho em equipe ao juntar as informações necessárias. Nas fotos tem apenas o casal, apesar de alguns de vocês já terem filhos, aqui nessa sala somos todos os primeiros membros da igreja de nossa família, então somos os pioneiros na História da Família e o casal deve trabalhar junto para que isso aconteça. Quando vocês conseguirem terem essa sintonia, seus filhos passaram a participar e a entender o quanto esse trabalho é importante. Aos poucos novos membros da família passaram a contribuirem para esse trabalho e assim, será montado um retrato de uma família eterna. Não serão apenas "palitos" individuais, serão uma grande foto de uma família feliz."
Eles ficaram super empolgados com os palitos e pediram para levar, eu pensei que a dinâmica seria legal, mas não que seria tão divertida para eles como foi.rsrsrsrssrs
Para vocês entenderem como ficaram as fotos montadas, vejam a foto que tirei a ideia, só pra vocês verem.:


Lembrando que para o curso fiz apenas do casal.
Depois da dinâmica, expliquei que iriamos para a parte prática desse trabalho de História da Família.
Com antecedência eu pedi que o conselheiro responsável pelo curso, pegasse o número de membro dos alunos para que eles pudessem fazer o cadastro no Family Search.

Para que eles depois se lembrassem de seu login e senha, entreguei esses cartões para escreverem e guardarem consigo, para sempre poderem acessar o site. Para baixar o arquivo é só clicar aqui.
Eles fizeram seu primeiro acesso ao site e viram sua árvore genealógica, até acrescentaram algumas informações.
Como desafio da semana, pedi que em casa entrassem no site e procurassem colocar as informações que conseguissem sobre seus pais e avós.
Em relação ao diário, o desafio da semana era escrever sobre os chamados que já tiveram e o que eles tinham atualmente. Contar como foi e o que aprenderam em cada um deles.

Capítulo 03 - Reunir Informações em Casa

Acho que essa foi a aula que mais me deu trabalho.rsrsrsrsrs Porém foi a que mais gostei de compartilhar com eles.
Eu queria mostrar para eles que temos muitas coisas em nossa casa que reunem informações úteis sobre nós, da mesma forma, podemos encontrar muitas coisas de nossos decendentes.





















Essa foi a mesa que montei com várias coisas que contem informações úteis sobre o meu marido, minha filha e eu. Coisas que qualquer decedente poderá nos conhecer e saber quantos anos tinhamos no momento que viviamos certas experiências.
O que tinha na mesa?

Da minha filha:
  • Diário do bebê;
  • Diário (eu faço um diário dela, desde que nasceu);
  • Certidão de nascimento;
  • RG;
  • CPF;
  • Certificado de Bênção;
  • Carteirinha da escola;
  • Carteirinha de vacinação (minha filha nasceu em Taboão da Serra, e a carteirinha da criança tem muitas informações sobre a criança);
  • Caderninho da Primária (poderia ter adicionado, pois tem o ano e a classe que ela frequenta).
Do meu marido:
  • Carteirinha da escola;
  • Reservista;
  • Certificado de habilitação;
  • Certificados de Olimpíadas da ORM;
  • Certificados do Seminário e Instituto;
  • Certificado de Curso de Eletricista e de Corretor de Imóveis (que é a profissão dele);
  • Certificado de desobrigação da Missão;
  • Diário da Missão;
  • Diário de um acampamento (quando era jovem);
  • Cópia da Certidão de Nascimento;
  • Carteira de Trabalho;
  • Cartãozinho do templo (aquele que colocam na nossa roupa quando vamos fazer nossas ordenanças);
  • Linhagem do Sacerdócio de Melquisedeque.
Meu:
  • Cópia da Certidão de Nascimento;
  • Um certificado que minha mãe recebeu quando nasci do hospital;
  • RGs;
  • CPF;
  • Carteirinhas da escola;
  • Carteirinhas escolar do Instituto;
  • Certificados de cursos (tapeçaria, informática, agente cultural);
  • Certificados do Instituto;
  • Agendas;
  • Carteira de Trabalho;
  • Cartão Cidadão;
  • Cartão do SUS;
  • Certificado de Batismo (me batizei com 18 anos);
  • Certificados da Organização das Moças (quando fui líder das moças cumpri com o Progresso Pessoal e ganhei um de Acampamento);
  • Certificado da Pré-Escola;
  • Carteirinhas de convênio médico;
  • Teste de gravidez;
  • Diário de Gestante.
Na mesa também coloquei as seguintes informações:
  • Convite e lembrancinha de casamento;
  • Papel de selamento do templo (aquele que colocam na nossa roupa quando vamos nos selar);
  • Certificado de Selamento;
  • Contas.
Coloquei algumas coisinhas sobre os meus pais, para ajudarem a ter uma visão mais ampla do que faria parte da minha mensagem:
  • Album de fotos do casamento;
  • Certidão de Óbito do meu pai;
  • Carteira do meu pai.
Vou explicar sobre a carteira.... Meu pai foi assassinado quando eu tinha 18 anos, quando fui até a delegacia, o policial me entregou a carteira dele. Minha mãe queria que eu jogasse fora porque não achou que tivesse algo importante dentro. Eu guardei e não tive coragem de abri-la até a semana que tinha que dar essa aula, pois eu sabia que poderia mostrar para os alunos que eu tinha algo que era muito pessoal do meu pai.
Quando abri, encontrei duas fotos minhas de quando bebê. Acho que meu pai pensava que uma era do meu irmão, pois o bebê está brincando de carinho, mas sei que sou eu por causa dos brincos. Também encontrei na carteira dele uma cópia da sua reservista e uma foto dele.
As únicas fotos que tinha do meu pai, eram exatamente as fotos de casamento, então pude mostrar a foto dele para a Rafaela, ela finalmente conheceu o avó.rsrsrsrs
Enquanto eu mostrava as coisas que estavam na mesa e eles mexiam, pude dar minha mensagem de forma que foi bem agradável. Ao ponto deles compartilharem informações que não haviam se atentado o quanto eram importantes.
Lhe expliquei que vivemos em anos onde temos muito mais facilidade de conhecermos uma pessoa com coisas simples que não costumamos dar importância. Mostrei por meio das contas da minha casa, que poderiam saber onde eu morava se tivesse falecido e daria para ver qual havia sido a última conta paga. O que daria uma provável data e local de falecimento.
Por meio das carteirinhas de plano de saúde, escolar, Instituto e documentos (SUS, Cartão Cidadão, RG, CPF, Carteira de Motorista...), poderiam ver a data de nascimento, filiação e as vezes até a idade.
Por meio do meu diário de gestante, poderiam ter uma noção de quando tive filhos. E da minha agenda, datas de alguns eventos significativos e até saber como eu sou.
Nessa aula, falei muito sobre a nossa História Pessoal, que tudo o que temos tem alguma informação e alguma história sobre nós. No diário do bebê da Rafaela tem duas fotos das tias dela (Rebeca e Camila), pois quando ela nasceu, ambas estavam na missão. Atrás das fotos, tem um recado que cada uma escreveu para ela e a data.
Mostrei em especial dois livros e lhes contei porque eles faziam parte da minha história pessoal e como alguém poderia tirar alguma informação importante deles. Contei que nos meus diários, costumo falar sobre o meu amigo Sílvio Luis. E contei que nos conhecemos na 8ª série e meus pais não gostavam dele. Porém, quando meu pai morreu, ele rapidamente foi até a minha casa e me levou um livro onde escreveu uma dedicatória, nela ele fala sobre a morte de meu pai.
No dia que tivemos que ir até o bar do meu pai para lava-lo afim de vender, alguns parentes haviam se comprometido em ir nos ajudar (minha mãe, irmão e eu), mas no dia, disseram que não iriam porque estavam com medo de a pessoa que matou o meu pai, voltar e nos matar. Em uma conversa com meu amigo lhe contei sobre o assunto e quando chegou o momento de sairmos, ele chegou em minha casa com um carrinho de feira cheio de produtos de limpeza e panos de chão dizendo que iria nos ajudar, ou se preferisse, ele iria sozinho limpar para não termos que sofrer mais, pois o bar estava cheio de sangue.
Acabamos todos indo juntos e tempos depois lhe perguntei porque ele foi conosco, sabendo o sobre o temor e o risco que havia sido levantado pelos parentes.
Ele disse que contou para a mãe dele tudo o que havia acontecido e disse que queria nos ajudar. Ela falou que se ele fosse meu amigo de verdade, deveria ir limpar o bar, pois ela preferia ter um filho morto, fazendo o que era correto e ajudando uma amiga que precisava do que ele vivo, e não servindo a quem precisava.
Contei para os alunos que tenho um imenso amor por tudo o que ele fez, pois ele foi na minha casa durante um mês inteiro com presentes (ainda guardo cada um deles) e sempre perguntando no que podia ajudar. Na época ele estava morando muito longe da minha casa e fazia cursinho na parte da manhã, a tarde trabalhava na biblioteca do cursinho e fazia cursinho novamente a noite. Que faço questão que meus decendentes conheçam ele e saiba quem ele foi e é.
Fugindo um pouco do assunto do curso... estava conversando com minha mãe na semana passada sobre esse meu amigo, pois depois disso, ela viu que ele era uma boa pessoa. O fato de morarmos em uma determinada região, fazia meus pais pensarem que os jovens não eram pessoas boas. Ela disse que foi naquele momento que viu que ele realmente era meu amigo e que mesmo depois de anos sem aparecer, ele ainda se preocupou em me procurar e saber como eu estava. Que esse sim, era um exemplo de verdadeiro amigo.
Pois, logo que me casei ele sumiu do mapa. Até que descobri que ele havia ido morar na Irlanda. Nem preciso dizer que fiquei arrasada por não ter sido avisada e por ele ter sumido. Mas nesse Natal, ele veio ao Brasil visitar sua família e saiu perguntando pra quem podia como me encontrar. Nosso reencontro foi muito bom, ele pode conhecer a minha filha e dizer porque sumiu tanto tempo... Esse tanto tempo foram 7 anos.rsrsrsrsrs
Agora voltando ao assunto do curso... o tempo passou muito rápido.rsrsrsrs
Uma irmã até contou que o pai dela, tem um quartinho onde guarda muitas coisas e adora contar histórias de quando era jovem. Pois ele trabalhava em návios de cargas. Sugeri que ela desse um caderno para seu pai e pedisse para ele escrever essas histórias. No final do curso, ela disse que ele ficou super empolgado com a ideia e que estava escrevendo muitas coisas.
Quando ele terminasse o caderno, trocaria por um novo. E digitaria todas as histórias que ele ouvesse escrito. E que também faria vídeo do pai contando sobre as coisas que tem nesse quartinho.
Tudo isso também serviu de incentivo para que um irmão desse um diário para a filha que tem do seu primeiro casamento. Como ela ficou empolgada, a prima que tem a  mesma idade, também pediu um diário. Ambas são da Primária e iniciaram sua própria história. Não é bacana? Acho que o que fiz, serviu de alguma coisa.srsrsrsrs
O desafio para o decorrer da semana, foi que eles pegassem uma caixa de papelão e colocassem todos os documentos e papéis de onde pudessem extrair alguma informação sobre os membros de sua família.
E para o diário, pedi que escrevessem algo sobre a infância deles. Onde moravam, como eram, alguma experiência marcante.

Capítulo 04 - Registrar as Informações Sobre a História da Família
Essa aula foi dada pela Nadja, e ela levou algumas folhas de Gráfico Familiar. Nós sentamos com eles e ensinamos cada um deles a forma correta de preencher e até demos algumas ideias de como guardar esses registros.

Capítulo 05 - Reunir Informações da Família


Essa aula também foi dada pela Nadja. Daí ela contou sobre algumas experiências que teve. Sugerimos eles a terem um caderno onde possam marcar todas as informações que conseguirem sobre seus antepassados.
Uma ideia para essa aula, é dar opções de como os membros podem reunir essas informações. Podem ser por troca de cartas com outros parentes, ligações, conversar por meio da internet (e-mail ou redes sociais), filmagens com entrevistas...

Capítulo 06 - Reunir Informações de Registro Públicos


Essa aula foi dada por mim e foi bem simples, segui o manual de aulas. Mas tem várias dicas de como pesquisar no site CHF Estaca Jaragua:
No sites vocês ainda encontram para baixar livros de entradas de turistas por meio de portos.


Capítulo 07 - Providenciar as Ordenanças do Templo



Essa aula foi dada pela Nadja e por mim. Ela ficou com a parte da mensagem sobre os alunos continuarem com suas histórias independente do curso terminar, e que sempre que precisassem de ajuda, poderiam nos procurar. Como tivemos o problema com os materiais, foi nesse domingo que consegui levar algumas impressões.


Na parede do palco, eu colei diversos modelos de gráficos, todos eu achei em diversos blogs, alguns deles não estão com a resolução boa para imprimir no tamanho A4, mas dá pra usar:














































Eu não consegui imprimir todos para colocar na parede porque tive que fazer as impressões na capela e a tinta acabou no meio das impressões.
Minha mensagem foi bem clara e falei sobre eles continuarem com sua história, mesmo depois do curso e quando precisarem de ajuda, nos pedir.
Daí coloquei na meda algumas cópias dos gráficos para que pudessem escolher aqueles que haviam se identificado melhor.
Tem alguns que tem o tema infantil, pois falei para eles da importância de se incluir as crianças na História da Família, seja cuidando das fotos, organização e até mesmo preenchendo as fichas.


Entreguei para cada casal um conjunto de fichas para que eles possam ver as que melhor de adaptam:
  • Registro de Grupo Familiar, Gráfico de Linhagem (ambos são materiais da igreja) e também um Organizador feito pelo irmão Leles Junior (todos podem ser baixado aqui);
  • Relatório da História da Familia com perguntas para aqueles que não são membros da Igreja (arquivo em PDF)
  • Relatório da História da Familia com perguntas para aqueles que são membros da Igreja (arquivo em PDF)
Também entreguei para cada casal esse novo recurso que foi entregue nas alas:


É um cartão onde o membro escreve as suas informações e as informações de seu antepassado que precisa das ordenanças do templo. Daí ele entrega o cartão para os consultores da ala e eles providênciam os papéis para as ordenanças.

Bom, depois do curso, nossa intenção era ir para um batistério onde cada um levaria os seus antepassados para o templo. Mas não tivemos um retorno por parte do bispado em relação a data que poderiamos ir. De qualquer forma, espero que mesmo com toda a demora, as poucas coisas que conseguimos fazer para a primeira turma, dê alguma ideia para vocês que estão iniciando agora nesse chamado ou que estão procurando ideias para reciclar.

4 comentários:

  1. Que riqueza Mi! Obrigada! Vanessa Coelho

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    1. Oi Vanessa,
      Que alegria ver vc aqui no blog.
      Fico feliz de saber que vc gostou!!!

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  2. Olá,

    Seu blog é maravilhoso e nesse post eu me emocionei muito com a história de seu pai e de seu amigo.. esse sim é amigo de verdade, o que é raridade hoje em dia. Nossa, desejo-lhe agradecer imensamente por todas as informações preciosas que vc compartilha conosco. Jà acompanho seu blog há muito tempo e achei o nome bem original, mas gostaria de saber: por que AS TONTAS VÃO AO CÉU? Sou membro da Igreja há 16 anos e agora fui chamada como professora da classe de Doutrina do Evangelho e amei o post sobre o tema Palavra de Sabedoria. Estou iniciando nesse universo dos blogs e minha ala estamos preparando o blog da sociedade de socorro. Gostaria de saber se poderei utilizar suas dicas e informações para utilizar nesses blogs, tanto no meu pessoal como da sociedade de scorro de nossa ala? Gostaria de agradecer novamente por seu zelo e reverência por todas questões que envolvem a igreja. Um forte abraço.



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    1. Oi Elizabeth,
      Eu que agradeço por seu carinho. Não costumo contar sobre essa história do meu pai para as pessoas, mas no curso, senti que deveria contar para que entendessem como algumas coisas fazem parte de nossa vida. Eu amo muito esse meu amigo e fico muito triste por não poder dê-lo como queria. Mas ele faz parte de minha vida por conta do que fez.
      Bom, o blog tem esse nome porque eu já tinha montado toda a estrutura dele e já tinha em mente o que faria no blog, não queria usar nomes que associassem a igreja pois, mesmo com todo o cuidado que costumo ter, poderia acontecer de algum momento postar algo que fosse contrário aos ensinamentos da igreja. Enquanto pensava em um nome, vi no SBT a propaganda de uma novela mexicana chamada "As Tontas Não Vão Ao Céu", então pensei... as minhas vão, daí ficou "As Tontas Vão Ao Céu".
      Eu nunca fui professora de Doutrina do Evangelho, esse está sendo o teste.rsrsrssr A turma ficou calada durante a aula, mas leram as escrituras e algumas vezes falaram algumas coisas. Para esse domingo já tive algumas ideias e vou ver se consigo postar no máximo amanhã. Pois essa história de caminhada por conta do transporte, me fez chegar super tarde em casa por conta dos meus compromissos. Então não consegui fazer arquivos e nem resolver a questão do HD do meu computador.
      Vc pode usar sim as ideias que posto aqui, só vou pedir que vc coloque como fonte o meu blog, pois já tive muitos problemas com irmãs que acabaram não colocando a fonte e seguidoras dos blogs delas me mandaram os arquivos dizendo que eram das irmãs. Quando eu fazia a correção, gerava uma briga virtual.rrsrsrs

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